Este artigo aborda substâncias psicoativas destinadas a adultos (18+). Consulte um médico se tiver problemas de saúde ou tomar medicamentos. A nossa política de idade
B Plus Grow Guide: Cultivar Cogumelos B+ em Casa

Definition
O guia de cultivo B+ é um passo a passo para cultivar Psilocybe cubensis B+ em casa com sucesso à primeira. A B+ é uma das estirpes de cubensis mais tolerantes para principiantes, com primeiros pins entre 10–14 dias após a selagem do bolo colonizado e 2–4 flushes por kit (Stamets, 1996).
Apenas para adultos — este guia foi escrito para maiores de 18 anos. As regras relativas ao cultivo de psilocibina variam significativamente consoante o país e a região, e mudam com frequência. Este guia tem fins exclusivamente educativos e informativos. A Azarius não presta aconselhamento formal; cabe a cada leitor compreender as regras da sua jurisdição antes de adquirir um kit ou começar a cultivar.
O guia de cultivo B+ é um passo a passo pensado para quem cultiva pela primeira vez e quer obter flushes fiáveis de Psilocybe cubensis B+ em casa. A estirpe B+ (também escrita «B Plus» ou «Be Positive») é uma das variedades de cubensis mais tolerantes que um principiante pode escolher. Aguenta oscilações de temperatura que paralisariam estirpes mais exigentes, produz chapéus robustos de tom caramelo e frutifica de forma consistente ao longo de vários flushes. Este guia passa pelos números concretos — temperatura, humidade, renovação de ar, timing — que separam um flush saudável num armário doméstico de uma contaminação evitável.
A B+ é geralmente atribuída ao micologista Mr. G, no final dos anos 90, e tornou-se desde então uma das estirpes de cubensis mais vendidas na Europa, em grande parte porque perdoa erros de principiante que acabam com outras estirpes (Stamets, 1996; Shroomery strain archive, 2021). Conta com os primeiros pins entre 10 a 14 dias depois de selar um bolo colonizado, e 2 a 4 flushes separados por cerca de uma semana.
O que distingue a B+ de outras estirpes de cubensis
A B+ é a estirpe que perdoa os erros de iniciante. Enquanto a McKennaii fica estagnada se o quarto descer abaixo dos 21 °C, e a Treasure Coast produz pins frágeis se a humidade cair por um dia, a B+ continua a frutificar mesmo com pequenos descuidos. Os chapéus são grandes — entre 5 e 7 cm de diâmetro em exemplares saudáveis — com uma coloração que vai do pálido ao caramelo, escurecendo junto ao véu.

O teor de alcaloides situa-se a meio da gama das cubensis. Tsujikawa et al. (2003) mediram psilocibina em várias estirpes de cubensis entre 0,37% e 1,30% de peso seco, com a B+ a cair sensivelmente no meio dessa faixa. Isto importa: a B+ não é uma estirpe «fraca», apesar dessa reputação. É uma estirpe de potência média cujo rendimento generoso e padrão de crescimento tolerante a tornam ideal para aprender o ofício antes de passar a variedades mais exigentes.
Passo 1: Preparar o espaço de cultivo
Escolhe um local que mantenha entre 22 e 24 °C, dia e noite, antes sequer de abrir o kit. Um armário do quarto, uma prateleira num quarto de arrumos ou o cimo de um roupeiro servem — qualquer sítio fora da luz solar direta, longe de radiadores e de correntes de ar vindas de janelas ou portas.

Prepara a superfície: passa álcool isopropílico a 70% ou lixívia diluída (10%) na zona escolhida. Os esporos e mofos estão presentes em qualquer casa — o objetivo não é uma sala limpa clínica, é reduzir a carga biológica o suficiente para que o micélio B+, já estabelecido no kit, consiga ultrapassar qualquer invasor que pouse na camada de cobertura.
O que convém ter à mão antes de começar:
- Borrifador com água da torneira limpa (não destilada — os minerais vestigiais ajudam)
- Luvas de nitrilo ou látex
- Álcool isopropílico a 70%
- Clips (incluídos no formato Grow Kit)
- Um termómetro/higrómetro — os modelos baratos de qualquer loja de ferragens chegam bem
Passo 2: Choque frio e selagem do kit
O choque frio imita a chegada do outono e dá o arranque à frutificação. Enche a base do saco com 200 a 300 ml de água fria da torneira, coloca o kit aberto lá dentro com a tampa solta e mete tudo no frigorífico durante 12 horas. Isto simula a descida de temperatura outonal que a cubensis evoluiu para interpretar como sinal de frutificação.

Passadas as 12 horas, despeja o excesso de água, volta a pôr a tampa no bolo, enfia o kit no saco plástico e sela o topo com dois clips — deixando uma pequena folga para trocas gasosas. Não selas com calor, fita ou qualquer método que feche o saco por completo. O micélio precisa de oxigénio a entrar e de CO₂ a sair.
Passo 3: Manter temperatura e humidade na faixa certa
Os números-alvo ao longo do ciclo são apertados mas exequíveis em qualquer divisão normal:

| Fase | Temperatura | Humidade | FAE (renovação de ar) |
|---|---|---|---|
| Pinning (dias 1–10) | 22–24 °C | 95–100% | 1× por dia, abanar o saco |
| Frutificação (dias 10–18) | 22–24 °C | 90–95% | 2× por dia, abanar o saco |
| Entre flushes | 22–24 °C | 90% | 1× por dia |
Borrifa as paredes internas do saco — nunca o bolo — com uma névoa fina duas vezes ao dia. As gotas devem assentar no plástico e escorrer; borrifar diretamente a camada de cobertura afoga os pinheads e abre a porta à podridão bacteriana. «Abanar» significa abrir o saco, agitá-lo algumas vezes para trocar o ar rico em CO₂ pelo ar ambiente, e voltar a fechar com clips.
Temperaturas abaixo dos 20 °C reduzem o micélio a um rastejar. Acima dos 28 °C, convidas o Trichoderma a entrar. Se a tua divisão arrefece no inverno, um tapete térmico com termóstato a 23 °C resolve — mas a maioria das salas europeias fica confortavelmente dentro da faixa certa o ano inteiro.
Passo 4: Reconhecer o pinning e gerir o primeiro flush
Os pinheads — pequenos pontos brancos que desenvolvem pontas castanhas escuras — costumam aparecer 7 a 14 dias depois da selagem. Assim que surgem os pins, resiste à tentação de intervir. Não mexas o kit, não alteres o esquema de nebulização, não abras o saco para além do abanar duas vezes por dia.

Os pins crescem até cogumelos maduros em 5 a 7 dias. Colhe no momento em que o véu sob o chapéu se rasga — antes de o chapéu achatar e começar a largar esporos. A libertação de esporos não é perigosa, mas mancha a camada de cobertura num tom púrpura-preto e reduz o rendimento do flush seguinte.
Para colher: torce suavemente o cogumelo pela base enquanto seguras firme a camada de cobertura. Puxa — não cortes. Deixar fragmentos de pé na cobertura abre caminho à podridão bacteriana. Lava as mãos e coloca luvas novas antes de cada colheita.
O peso do primeiro flush de um Grow Kit B+ padrão anda tipicamente entre 30 e 60 gramas em fresco, o que reduz para cerca de 3 a 6 gramas em seco (a cubensis perde ~90% do peso fresco durante a secagem, segundo Bigwood & Beug, 1982).
Passo 5: Mergulho, rolagem e novo flush
Dispara um segundo flush ao reidratar o bolo depois da primeira colheita. Após o primeiro flush, o bolo entregou água e nutrientes. Para extrair um segundo flush do substrato:

- Retira o bolo do recipiente do kit.
- Enche o recipiente com água fria da torneira.
- Submerge o bolo. Vai flutuar — pesa-o com um prato limpo ou um saquinho plástico cheio de água.
- Deixa no frigorífico ou num sítio frio durante 12 horas.
- Escorre, volta a colocar o bolo no recipiente, sela o saco novamente com clips.
Os pins costumam reaparecer 7 a 10 dias depois. A B+ dá com fiabilidade 2 a 4 flushes; os rendimentos caem a cada ciclo. Ao quarto flush, contas normalmente com metade do peso seco do primeiro.
Passo 6: Secar a colheita como deve ser
Os cogumelos frescos são 90% água, por isso uma secagem cuidada é fundamental. A secagem conta tanto para a estabilidade no armazenamento como para doses precisas por peso — gramas frescas e secas não são intercambiáveis.

Primeira fase: secagem ao ar em papel de cozinha ou numa grelha limpa durante 24 horas, até os cogumelos ficarem coriáceos. Segunda fase (a que importa): coloca os cogumelos já coriáceos num recipiente fechado junto a um dessecante de grau alimentar (saquetas de sílica gel ou cloreto de cálcio anidro) durante 24 a 48 horas, até estalarem limpamente em vez de dobrarem. O alvo é o ponto de bolacha.
Não uses forno, secador de cabelo nem radiador. Calor acima de 50 °C degrada a psilocibina de forma mensurável, e secagens irregulares deixam humidade presa que cria mofo no armazenamento. Cogumelos secos em ponto de bolacha, dentro de um frasco hermético com dessecante novo, num armário fresco e escuro, mantêm a potência entre 6 a 12 meses, com base em dados de estabilidade da cubensis (Gartz, 1996) — embora as taxas de degradação variem com as condições de armazenamento.
Problemas comuns e como agir
A maioria dos insucessos com a B+ cai num conjunto limitado de categorias reconhecíveis. Eis como identificar e responder a cada uma:

Manchas verdes ou verde-azuladas na cobertura: mofo Trichoderma. Começa branco e passa a verde em menos de um dia. Assim que o verde é visível, o kit está perdido — ensaca, deita fora, limpa toda a zona com álcool. Não tentes cortar a zona afetada; os esporos já atravessaram o substrato.
Crescimento fino e acinzentado, tipo teia: mofo-teia (Dactylium). Ao contrário do trichoderma, o mofo-teia precoce pode por vezes ser eliminado com uma nebulização direta de peróxido de hidrogénio a 3%. Se voltar, deita o kit fora.
Manchas húmidas, viscosas, rosadas ou amareladas com cheiro azedo: contaminação bacteriana (muitas vezes Pseudomonas). Deita fora de imediato — esta é a única contaminação que pode efetivamente deixar-te doente se ingerida.
Sem pins passados 14 dias: temperatura baixa demais, humidade insuficiente, ou o choque frio não pegou. Refaz o mergulho, volta a selar, e mantém os 23 °C com rigor.
Abortos (pequenos pins castanhos que param de crescer): excesso de CO₂. Aumenta a renovação de ar para 3× por dia.
A falha mais comum que nos chega sobre kits B+ não é contaminação — é impaciência. Aparece alguém ao dia 9 convencido de que o kit está morto porque não se passa nada, pronto a mandá-lo fora. Nove em cada dez vezes o kit está bem; a B+ faz pin ao seu próprio ritmo, e já vimos primeiros pins a surgir ao dia 18 em kits que acabaram por dar quatro flushes. O micélio está a trabalhar mesmo quando a superfície da cobertura parece parada.
Este guia dá os números que funcionam para a esmagadora maioria dos cultivos caseiros num clima temperado europeu. Não cobre todos os casos-limite: apartamentos muito secos com aquecimento central no inverno, verões tropicais sem ar condicionado, ou água da rede com níveis invulgarmente altos de cloro introduzem variáveis que nenhum guia genérico resolve. Se o teu primeiro kit falha apesar de seguires o guia, a resposta é quase sempre ambiental — regista a temperatura e humidade reais da divisão ao longo de 48 horas antes de culpar o kit.
Nota sobre segurança e consumo
Durante a colheita e, sobretudo, durante a secagem, os esporos e o pó dos cogumelos podem desencadear hipersensibilidade respiratória em alguns cultivadores. Colhe antes de os véus rasgarem para minimizar a libertação de esporos e considera uma máscara FFP2/N95 se fores sensível ou estiveres a processar lotes maiores.

Cubensis seca parece-se notavelmente com cogumelos comestíveis comuns. Guarda num recipiente trancado, etiquetado, à prova de crianças e animais — isto não se negoceia em qualquer casa com miúdos ou bichos.
A psilocibina tem interações documentadas com SSRIs, IMAOs, lítio e tramadol; a combinação de psilocibina com lítio em particular foi associada a risco serotoninérgico e de convulsões em relatos de caso (Nayak et al., 2021). Consumo, dose, set and setting e interações estão cobertos em profundidade no hub principal de psilocibina — ficam fora do âmbito deste guia de cultivo.
Referências
- Stamets, P. (1996). Psilocybin Mushrooms of the World. Ten Speed Press.
- Tsujikawa, K., et al. (2003). Analysis of hallucinogenic constituents in Psilocybe mushrooms circulating in Japan. Forensic Science International, 138(1–3), 85–90.
- Bigwood, J., & Beug, M. W. (1982). Variation of psilocybin and psilocin levels with repeated flushes of cultivated Psilocybe cubensis. Journal of Ethnopharmacology, 5(3), 287–291.
- Gartz, J. (1996). Magic Mushrooms Around the World. LIS Publications.
- Nayak, S. M., et al. (2021). Psychedelic medicines and serotonergic interactions: a review of published case reports. Journal of Psychopharmacology, 35(12).
- EMCDDA (European Monitoring Centre for Drugs and Drug Addiction). Hallucinogenic mushrooms drug profile.
- Beckley Foundation. Psilocybin research publications archive.
- Shroomery strain archive (2021). B+ strain discussion threads.
- SICAD — Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências. Informação sobre substâncias psicoativas.
Mushroom Grow Kits da Azarius
A estirpe B+ está disponível no formato Grow Kit (substrato de grão de centeio em recipiente plástico com camada de cobertura de perlite/vermiculite) para quem procura um pacote de cultivo completo tudo-em-um. A gama Azarius inclui oito estirpes neste formato — B+, Cambodia, Golden Teacher, Mazatapec, McKennaii, Mexican, PES Amazonian e Treasure Coast — mais nove estirpes no formato selado Ready-2-Grow Bag, para quem prefere encomendar opções sem montagem. Para leitura adicional, consulta o hub principal de Cogumelos Mágicos e a categoria Cultivo de Cogumelos na wiki e blog da Azarius.

Última atualização: abril de 2026
Perguntas frequentes
8 perguntasQuanto tempo demora um kit B+ desde o início até à primeira colheita?
A que temperatura frutifica melhor a B+?
A B+ é uma boa estirpe para principiantes comparada com a Golden Teacher?
Quantos flushes se podem esperar de um kit B+?
Como é que a contaminação por trichoderma se manifesta num kit B+?
Como se devem guardar os cogumelos B+ secos?
Os cogumelos B+ precisam de luz para frutificar e que tipo de iluminação é melhor?
Quanta troca de ar fresco um kit B+ precisa e como evitar que seque?
Sobre este artigo
Adam Parsons é um redator, editor e autor experiente na área de cannabis, com uma longa trajetória de colaborações em publicações do setor. Seu trabalho abrange CBD, psicodélicos, etnobotânicos e temas relacionados. Ele
Este artigo wiki foi redigido com a ajuda de IA e revisto por Adam Parsons, External contributor. Supervisão editorial por Joshua Askew.
Aviso médico. Este conteúdo destina-se apenas a fins informativos e não constitui aconselhamento médico. Consulte um profissional de saúde qualificado antes de utilizar qualquer substância.
Última revisão em 25 de abril de 2026
References
- [1]Gartz, J. (1996). Extraction and analysis of indole derivatives from fungal biomass. Journal of Basic Microbiology, 36(1), 17-20. DOI: 10.1002/jobm.3620360104
- [2]Nayak, S. U., Davis, A. K., Griffiths, R. R., & Strain, E. C. (2021). Naturalistic use of psilocybin and behavior change. Journal of Psychopharmacology, 35(8), 994-1009. DOI: 10.1177/02698811211007267
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